Cambé - Os moradores da Rua Zamberlan, no Parque Ana Rosa, em Cambé (Região Metropolitana de Londrina), já perderam as contas de quantas vezes denunciaram o lixão em que se transformou uma área no começo da rua. No local é possível encontrar lixo doméstico, pneus, lixo eletrônicos, televisores e materiais reciclados. No começo de maio, foram depositados ali mais de duas mil ampolas de medicamentos e seringas.
As placas indicando a proibição de jogar lixo no local, colocadas pela prefeitura, são ignoradas. "Eles vêm à noite. Jogam de tudo, até cachorro morto. Ninguém respeita", comenta o aposentado João Justino, de 68 anos. A secretária Isabela Correia de Almeida, de 19 anos, conta que as pessoas vão de carro e caminhão despejar o lixo. "Vem gente de outros bairros. A Prefeitura vem, limpa e dois dias depois já tem lixo de novo. Foi sempre assim ali", comenta. Para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, os moradores colocaram fogo em pneus que foram descartados.
O diretor de limpeza pública da Secretaria de Meio Ambiente e Agricultura de Cambé, Anderson Teodoro, afirmou que está em estudo a construção de calçada e colocação de cerca no local para evitar o descarte irregular.
Segundo ele, já foram feitas campanhas junto aos moradores da região e no rádio para orientar sobre a destinação correta dos resíduos. "É muito difícil identificarmos os autores. Já fizemos campana para tentar flagrar, mas eles costumam agir em horários que não temos fiscais", afirmou Teodoro.
Cambé não tem muitos pontos de lixões irregulares, mas tem algumas regiões mais críticas, como a marginal da BR-369. No bairro Santo Amaro, a secretaria fez um trabalho de limpeza, aterro e plantio de árvores em um terreno que era utilizado como lixão por catadores de material reciclável. "São ações pontuais para tentar resolver o problema", disse o diretor.
O município oferece serviços de coleta de resíduos. O descarte de resíduo da construção civil é gratuito até o volume de um metro cúbico. Já para poda de árvores a coleta é gratuita em qualquer quantidade. O lixo domiciliar tem recolhimento diário, a cidade oferece coleta seletiva e tem um parceria com uma empresa que recolhe e descarta corretamente os pneus das borracharias.
"O morador tem opções para descartar corretamente seu lixo. Mas existe a questão educacional, que é complicada de mudar. As pessoas acham que se tirarem o lixo de dentro casa o problema está resolvido e não é bem assim".

ROLÂNDIA
Em Rolândia, a Secretaria de Infraestrutura está fazendo um mutirão de limpeza no entorno Lago São Fernando. Na primeira ação, em menos de um quilômetro foram retirados mais de 80 caminhões de lixo. De acordo com o diretor de infraestrutura de Rolândia, Alexandre Brunuzzi, a intenção é fazer a limpeza de toda a extensão das margens do lago. É frequente o uso da área para descarte de lixo por moradores dos conjuntos habitacionais do entorno.

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