Uma megaoperação policial promovida pelo comando da Operação Londrina Segura fechou ontem o Jardim Leste-Oeste, antiga favela Vila Rica, localizado na Zona Oeste de Londrina, por mais de duas horas. Moradores e casas, por força de um mandado coletivo de busca e apreensão, foram revistados. A blitz resultou na prisão de dois homens e um adolescente e apreensão de 35 buchas de maconha e uma espingarda. A ação teve apoio do efetivo do 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM).
De acordo com o tenente Ricardo Eguedes, relações-públicas do 5º BPM, o objetivo da operação era tentar prender foragidos da Justiça, armas, drogas e produtos de roubo ou furto. ''Temos informações que pessoas de bem são ameaçadas e obrigadas a guardar objetos ilícitos em casa. Com o mandado, podemos entrar em qualquer casa em que haja suspeita'', afirmou.
Um dos homens detidos com droga ainda tentou escapar da abordagem policial. Os policiais suspeitaram da demora em atender o chamado e encontraram as buchas de maconha, que o rapaz tentou dispensar por um buraco na parede do banheiro. ''Ele disse que já tem passagem por furto e porte ilegal de arma'', revelou o tenente Nilson Rodrigues, integrante da equipe da Londrina Segura.
Cerca de 200 policiais militares participaram do bloqueio, que teve início às 6h30 e terminou por volta das 9 horas. Esta é a segunda operação do gênero realizada na cidade desde o início da Londrina Segura, em 20 de junho. A primeira foi no Jardim Nossa Senhora da Paz (Zona Oeste).
Para o pastor evangélico Geraldo Soares, 76 anos, o bairro está mais tranquilo nos últimos anos. ''É uma beleza sempre que a polícia vem aqui. Agora está bom morar no bairro. Não tem lugar melhor para mim'', opinou Soares, que há 50 anos vive na região.
O entusiasmo de Soares, no entanto, contrasta com a opinião de outros moradores do Leste-Oeste. Sem querer identificar-se, um homem de 58 anos comentou que a redução da criminalidade tem sido maior somente no último semestre. ''Se continuar com as batidas, a situação fica boa. O problema é que a droga é uma perdição. Ainda bem que muitos dos traficantes já foram presos'', comentou.
Outros moradores negaram-se conversar com a reportagem. Alegaram medo de represálias.

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