Uma megaoperação reuniu cerca de mil pessoas em Londrina, na manhã de ontem, com o objetivo de eliminar todo e qualquer criadouro do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A ação, realizada pela prefeitura e governo do Estado segue até amanhã e deve vistoriar 87 mil imóveis da Área Central e zonas Leste e Oeste.
O diretor da 17 Regional da Saúde, Adilson Castro, explicou que a operação está sendo realizada nas cidades que apresentam índices elevados de casos de dengue. ''Aqui da nossa região, pelo menos nove cidades estão passando pela mesma operação. É um trabalho grande que demanda de uma infraestrutura. Providenciamos luvas, sacos de lixos, alimentação e caminhões para o pessoal que estiver circulando pela cidade na busca de criadouros'', disse.
Em duplas, soldados da escola da Polícia Militar, acompanhados por agentes de controle de endemia e agentes comunitários de saúde, percorreram casas e estabelecimentos comerciais. Em uma casa no Centro, soldados encontraram vasilhames com água parada e até um rato morto. ''Orientamos o morador para ficar de olho na água parada, trocar e limpar todos os dias os vasilhames'', comentou um dos soldados.
Garrafas PET e latas também foram encontradas no gramado do pátio do Centro de Referência. Segundo o diretor de Saúde Ambiental da Secretaria de Saúde, Maurício Barros, só na região central, cerca de 400 pessoas fazem parte do mutirão.
''Essas regiões foram escolhidas por apresentar maiores índices de confirmações. No último Lira (Levantamento de Índice Amostral Rápido) tivemos um índice que apontou a presença do mosquito no Centro estava entre 1,5 e 2%, maior que o da cidade, que foi de 1,1%. A Zona Sul e Norte estão mais tranquilas, mas também pretendemos fazer uma ação por lá.''
A megaoperação continua até amanhã e ocorre sempre a partir das 7h30. Para a Área Central, o ponto de concentração é na Concha Acústica; na Zona Leste, na Unidade Básica de Saúde do Conjunto Lindóia, e na Zona Oeste, na Unidade Básica de Saúde do Parque Alvorada. ''Pedimos a colaboração da comunidade, que abra suas casas para o pessoal poder vistoriar'', lembrou Barros.
Até ontem, a Secretaria de Saúde totalizou 558 casos confirmados, sendo 512 autóctones e 46 importados. Deste total, 214 correspondem a casos confirmados na Zona Leste, 105 na Área Central, 102 na Zona Oeste, 75 na Zona Sul, 55 Zona Norte e nove na Zona Rural.

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