Ney de SouzaFezinhaGeraldo Rodriguez cruzou a fronteira para apostar em 120 bilhetesParaguaios, argentinos e chineses, coreanos e libaneses que moram em Ciudad del Este, no Paraguai, e Puerto Iguazú, na Argentina, cruzaram ontem a fronteira para apostar na Mega Sena. O prêmio, que está acumulado há oito semanas, pode chegar a R$ 17 milhões e tem atraído a atenção de todas as cidades da fronteira.
Os estrangeiros também apostam dezenas de cartões e planejam realizar os seus sonhos com o dinheiro do prêmio. Segundo a gerente de uma das maiores casas lotéricas de Foz do Iguaçu, Jussara Ferreira, os estrangeiros da fronteira representam 20% do movimento do estabelecimento. ‘‘Com o prêmio acumulado, esse percentual sobe para 30%’’, avalia.
Ontem, o paraguaio Geraldo Rodriguez, 40 anos, enfrentou fila quilométrica na Ponte da Amizade, entre Brasil e Paraguai, somente para tentar a sorte na Mega Sena. Ele fez 120 combinações e desembolsou 240 mil garanis (cerca de R$ 120 reais). Essa é a primeira vez que ele aposta em loterias brasileiras e afirma que o valor do prêmio é o estímulo para jogar. ‘‘Se ganhar, vou comprar um carro e uma casa. Com o que sobrar, monto uma loja de eletrônicos em Ciudad del Este’’.
A argentina Ana Juanita Gomez, 49 anos, de Puerto Iguazú, disse que assitiu uma reportagem em uma emissora de TV informando o prêmio acumulado e resolveu arriscar. ‘‘Podem escrever no jornal. Esse prêmio da loteria brasileira terá que ser dividido com uma argentina’’, animou-se.
Como Rodriguez, Ana também tem seus sonhos. Professora aposentada, ela diz que pretende comprar com o dinheiro uma casa nova e montar uma escola particular. ‘‘Na Argentina não há prêmios como os das loterias brasileiras’’, disse.
O libanês Rimon Sleiman, que mora em Hernadárias, cidade paraguaia a cerca de 22 quilômetros de Foz, se diz fanático por jogos. ‘‘Com essa bolada acumulada, não podia perder a chance de ganhar’’. Se ganhar o prêmio, ele diz não ter dúvida do destino do dinheiro: ‘‘Volto rico para o Líbano.’’

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