Medo de assalto reduz pesca amadora
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terça-feira, 13 de abril de 1999
Vânia Moreira 
A onda de roubos de barcos e motores no Rio Paraná, no Noroeste do Estado, está afugentando os praticantes de pesca amadora na região do Arquipélago de Ilha Grande. O movimento já havia diminuído depois de um assalto há cerca de um mês. O duplo assalto sábado, em que 2 pessoas foram mortas a tiros, assustou mais os pescadores.
Nos últimos três dias, apenas três ou quatro pescadores saíram para pescar na região de Porto Figueira, município de Vila Alta (85 km a noroeste de Umuarama). Em Icaraíma (67 km a noroeste de Umuarama) nenhum barco saiu da garagem do Clube de Caça e Pesca de Porto Camargo. Em ambos os portos existem cerca de 350 barcos de empresários de todo o Noroeste.
Em Porto Figueira, onde existem duas garagens com quase 150 barcos de lazer, apenas dois empresários saíram para pescar ontem. Segundo o empregado da Garagem do Xerife, Aguiles Jaldi, 48 anos, normalmente saem até 50 barcos para o rio toda semana. Ontem, apenas dois empresários se aventuram a pescar.
Em Porto Camargo, o empregado do Clube de Caça e Pesca local, José Cristino da Silva, 49 anos, informou que normalmente 30 a 35 barcos saem para o rio nos finais de semana. No último final de semana apenas 15 pessoas haviam saído para pescar. De acordo com Silva, depois do assassinato dos dois pescadores amadores em Porto Figueira, todos recolheram os barcos e ninguém mais entrou no rio.
No sábado, o artesão Onofre Augusto dos Santos, 55 anos, e o pedreiro Carlos Roberto Paulim, 36, ambos moradores em Pérola (46 km a sudoeste de Umuarama) foram mortos a tiros por dois assaltantes que levaram o motor de popa. O barco e os corpos dos dois foram encontrados boiando perto da foz do Rio Pacaraí, no limite entre os municípios de Vila Alta e São Jorge do Patrocínio.
Pouco antes, a dupla havia assaltado os professores Olímpio de Oliveira e Cláudio Fabrini, de Umuarama, quando pescavam a cerca de 15 quilômetros de distância de Porto Figueira. Armados de pistolas e carabina, a dupla levou o barco com o motor e deixou os professores numa ilha. Ontem, uma equipe da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama enviou uma equipe a Naviraí (MS) em busca de fotos de dois fugitivos da polícia daquele Estado, suspeitos de serem os assaltantes. Os suspeitos são Wilson Carlos dos Santos, o Wilsão e outro homem identificado apenas como Neguinho. Cinco detetives do Grupo de Diligências Especiais (GDE) da Polícia Civil de Umuarama estão percorrendo as ilhas do Rio Paraná em busca de pistas dos assaltantes.


