Medidas simples para evitar infecções
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Procedimentos simples como lavar as mãos e não alterar técnicas de procedimentos de atendimento no hospital, como utensílios bem esterilizados, continuam sendo as principais armas contra a infecção hospitalar, problema que atinge de 5% a 6% dos hospitais do País, segundo dados do Ministério da Saúde. O assunto é ainda mais preocupante porque, de acordo com profissionais da área, as bactérias têm se tornado cada vez mais resistentes.
A infecção é uma doença que envolve micro-organismos e esta discussão está acontecendo em um momento bem importante para destacar casos como os das micobactérias, uma complicação que ainda é um problema bem sério em diversos procedimentos cirúrgicos, comentou a médica infectopediátrica Jaqueline Dário Capobianco ao abordar o tema Surtos em neonatologia durante a III Jornada de Combate e Controle de Infecção Hospitalar, realizada ontem no Hospital Evangélico. 150 profissionais de hospitais e clínicas de Londrina e região participaram do evento. Além das discussões técnicas, os participantes foram orientados a adotar procedimentos que podem ser realizados com o objetivo de identificar surtos e epidemias.
Conhecida como uma síndrome infecciosa adquirida após a hospitalização ou realização de procedimento ambulatorial, a infecção hospitalar pode ser adquirida por qualquer pessoa, sendo que em alguns casos, como nos recém-nascidos, a possibilidade é ainda maior.
A médica informou que sinais e sintomas como febre, alteração de exames laboratoriais e debilidade, entre outros, podem ser sinais de uma infecção e que procedimentos simples ainda são os principais mecanismos de combate. De acordo com Jaqueline, deixar de lavar bem as mãos, por exemplo, pode ser a causa de surtos graves.


