As medidas anunciadas pelo governo foram decididas em uma reunião do governador Jaime Lerner com o comando da Polícia Militar e cinco secretários de Estado. Nenhuma delas atende às reivindicações feitas pelas mulheres dos policiais militares.
O governo encaminha hoje à Assembléia Legislativa um projeto de lei, em regime de urgência, para criar uma compensação por serviços extraordinários - no valor de R$ 100,00 - para soldados, cabos, sargentos, subtenentes e tenentes. A segunda medida anunciada, que será criada por decreto, é a estensão de uma gratificação por zona de risco para os militares que trabalham no Sistema Penitenciário do Estado. Os policiais que fazem a guarda externa dos presídios terão gratificação de 60% sobre o soldo. Para os que estão trabalhando temporariamente no interior da Penitenciária Central do Estado, a gratificação será de 130%.
De acordo com Lerner, as medidas são as únicas possíveis para não desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo não irá atender a reivindicação de estender a todos a Gratificação PM Especial, obtida na Justiça por um grupo de 542 servidores militares.
As manifestantes não concordam com as medidas. ‘‘Os militares que trabalham em presídios são minoria e a gratificação não vai adiantar nada para os soldados e cabos’’, afirma Maria da Graça Santos. Elas dizem que vão resistir e manter o movimento. ‘‘Estamos irredutíveis. Não sairemos daqui enquanto não tivermos nossas reivindicações atendidas.’’ (E.T.)

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