A direção do Hospital da Zona Sul realizará uma reunião hoje para discutir a questão a restrição no HZN. "Primeiro faremos essa reunião interna e depois conversaremos com o pessoal da Central de Regulação para definir como será o atendimento", apontou a diretora administrativa do HZS, Mara Aparecida Silveira.
"Essa medida do HZN interfere na regulação para todos os hospitais de Londrina. Nós vamos atender até onde conseguirmos. Temos que sentar com todos os documentos para analisar tudo isso. Até agora não tivemos tempo para isso", resumiu Mara.
Segundo ela, no HZS são atendidos 3,7 mil pacientes por mês, dos quais 60% são de demanda espontânea e 40% referenciados. Cerca de 700 desses pacientes são do Pronto-socorro. O HZS possui 117 leitos que permanecem o tempo todo lotados.
O Hospital da Zona Norte não é a primeira unidade a restringir o atendimento em Londrina. Em abril deste ano, o Hospital Universitário Regional do Norte do Paraná deixou de atender a demanda espontânea no Pronto-Socorro e passou a receber apenas pacientes encaminhados pelo Siate e Samu. A decisão foi motivada pela falta de funcionários na unidade. O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) também quase parou e isso só não aconteceu porque houve a promessa de contratação de funcionários.
Segundo a assessoria de imprensa do HU, dos 203 agentes universitários aprovados em concurso do Estado, 92 foram convocados para trabalhar em Londrina. Desses, 67 tomaram posse e 25 desistiram. O PS está com 68 pacientes, mas a capacidade é para 48. Em junho do ano passado, a média de atendimentos diários era de 84 pacientes. Este ano, também em junho, a média foi de 60 pacientes por dia. (V.O.)

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