Medida é criticada em Colombo
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2001
Maigue Gueths De Colombo 
A adoção do toque de recolher, que completa uma semana hoje, encontra resistência entre moradores e comerciantes de Colombo, cidade de 200 mil habitantes. No primeiro final de semana da medida, a Delegacia de Alto Maracanã, bairro mais violento da cidade, registrou 12 roubos e 11 furtos. Apesar do número alto, o delegado Marcus Michelotto diz que já há um um bom sinal de que o fechamento dos bares vai reduzir os crimes.
O maior problema depois que as pessoas bebem demais são as brigas nos bares, sendo que muitas acabam em morte ou roubos. E não tivemos nenhum homicídio e nem roubo de residência, só de pedestres e em ônibus, ameniza.
Colombo ostenta a incômoda posição de segunda maior localidade com mortes violentas na Região Metropolitana de Curitiba, ficando atrás apenas do bairro Cajuru, na Capital. Ainda não há balanço sobre os resultados do toque de recolher.
Meu movimento vai cair 50%, reclama Roberto Pedro Luiz, dono da Lanchonete Porão. O ex-policial Nelson Dias também não concorda com o fechamento dos bares. Quem tem um bar que não dá problema vai ter prejuízo e para a gente é ruim porque não dá para se divertir, avalia.
A prefeitura e as polícias Civil e Militar estão atuando junto aos 1,5 mil bares da cidade. Dos 44 estabelecimentos fiscalizados no fim de semana, onze foram fechados por não terem alvará de funcionamento e 24 foram intimados a se regularizar. Outros três foram multados. (M.G.)


