Medida ajuda a
reduzir prejuízo,
diz cartorário
O titular do Cartório de Registro Civil 2º Ofício de Londrina, Marcelo Julião, admite que o papel utilizado para as novas certidões é de baixa qualidade. A medida, no entanto, teria sido a única maneira encontrada para minimizar o prejuízo que os cartórios tiveram com a gratuidade.
‘‘Hoje quem banca tudo somos nós. Não há subsídio, como alguns pensam. A gratuidade foi implantada e não houve contrapartida’’, argumenta o cartorário. ‘‘E entre as várias coisas que ocorreram, depois disso, foi baixar a qualidade do material.’’
Ainda segundo ele, não há qualquer impedimento legal para a mudança porque as informações contidas nos documentos, produzidos em papel branco ou em papel-jornal, continuam as mesmas. ‘‘As pessoas reclamam porque o papel é ruim mesmo. Mas depois que a gente explica elas entendem’’, afirma.
Marcelo Julião destaca ainda que os custos com a emissão do documento não se limitam ao papel. Funcionários e despesas de manutenção, por exemplo, estavam embutidos no preço que era cobrado pelos registros.
Além disso, justifica, o cartório tem obrigação de mandar, mensalmente, cópias dos registros para diversos órgãos públicos. No caso dos registros de óbitos, por exemplo, são mais de 40 cópias de cada documento para as secretarias de Segurança de todos os Estados brasileiros e outras entidades. Marcelo Julião revela que só o cartório dele emite, em média, cerca de 300 registros de nascimento por mês e outros 170 de óbitos. ‘‘Depois da gratuidade, tive que me desfazer de quatro bons funcionários’’, disse o cartorário. (L.H.)

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