Médicos residentes do Paraná decidem hoje se vão participar da paralisação nacional, organizada pela associação nacional da categoria, programada para amanhã. A manifestação deve mobilizar 700 residentes que trabalham nos principais hospitais do Paraná e outros 12,3 mil nos demais Estados brasileiros. Esses profissionais reivindicam reajuste salarial e melhorias no trabalho.
O tesoureiro da Associação Nacional de Médicos Residentes, Samuel Dobrowollski, disse que os médicos em Curitiba vão se reunir hoje no fim da tarde, no Hospital Evangélico, para decidir de que forma vão aderir ao movimento. Uma das alternativas é utilização de braceleiras pretas para mostrar o descontamento.
‘‘Também será estabelecido um cronograma de paralisações que devem acontecer durante o ano’’, afirmou. Ele acrescentou que, no interior, existem residentes se mobilizando, em especial no Hospital Universitário de Londrina.
Os residentes reclamam que a bolsa de auxílio dos médicos está congelada há sete anos. Atualmente, um residente recebe R$ 1.090,00. Por causa do baixo salário, esses médicos acabam tendo que conseguir outros empregos para conseguir se sustentar. ‘‘A intenção é que o salário aumente entre R$ 1,7 mil e R$ 1,8 mil’’, afirmou. Para pagar os salários dos residentes, os hospitais recebem do Ministério da Educação (MEC) uma cota, que equivale a 50% do valor pago pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos médicos.
O médico informou que a manifestação vai questionar também a carga horária dos residentes. Muitos trabalham além das 60 horas permitidas.

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