A Secretaria de Saúde de Londrina contratou recentemente dez médicos, sendo que a maioria já começou a trabalhar. Os profissionais, que possuem formação generalista, estão atuando em Unidades Básicas de Saúde (UBS) que sofreram baixa no quadro clínico no final do ano e, por isso, enfrentavam demanda reprimida de pacientes.
De acordo com a diretora executiva da secretaria, Margaret Shimiti, os médicos atuarão no Programa Saúde da Família e realizarão, além das consultas, orientação para grupos comunitários e visitas domiciliares. A contratação se deu através de um convênio com a Santa Casa, responsável pela seleção. Receberam o reforço as unidades Tokio, Cabo Frio/Imagawa, Aquiles, Parque das Indústrias, Vivi Xavier, Lerroville, 3 Bocas/Maravilha, Panissa, Milton Gavetti/Fraternidade e Maria Cecília. Também foi contratado um farmacêutico para a Farmácia Municipal.
Segundo Margaret, a expectativa é que os profissionais realizem mais atendimentos nas unidades, reduzindo o fluxo nos pronto-atendimentos nos hospitais que recebem casos de urgência e emergência através do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Na UBS do conjunto Aquiles Sthenghel Guimarães (Zona Norte), uma clínica geral reforça, desde a semana passada, o quadro formado por dois clínicos, um pediatra e um ginecologista. A enfermeira Eliane Botelho Dias, coordenadora da unidade, informou que a contratação garante um aumento de pelo menos 24 pessoas atendidas por dia.
Conforme a enfermeira, quando o quadro clínico está completo, os médicos realizam 25 consultas ''do dia'', que dizem respeito àqueles pacientes que não podem esperar pela consulta eletiva, agendada com antecedência e que resulta em espera de um mês. Com a falta de médicos, esse atendimento havia caído para 10 consultas diárias. ''Os pacientes estavam sendo encaminhados para o Pronto Atendimento do conjunto Maria Cecília (Zona Norte), que também acabava superlotado'', afirmou.
Usuários da UBS ouvidos pela Folha afirmam não ter notado maior agilidade no atendimento após a contratação da médica. A dona-de-casa Terezinha Machado, 52, esperou uma hora e meia por uma consulta com o clínico geral. ''É sempre demorado, não percebi nenhuma mudança.''
Juliana Araújo Lopes, 20, que acompanhava a cozinheira Alexandrina Maria da Silva, 32, contou que as duas estavam esperando há quase meia hora apenas para agendar uma consulta. ''O problema não é falta de médico, mas a falta de agilidade no atendimento'', criticou ela, que já chegou a esperar quatro horas para ser consultada na UBS.

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