Curitiba - O Taser foi criado nos Estados Unidos e se popularizou entre policiais e seguranças particulares no País após os ataques terroristas de 11 de setembro, em 2001. Hoje, já é usada em mais de 30 países. A pistola não usa balas e sim dois pequenos dardos presos a um fio que chega a quase sete metros de comprimento. Quando acerta o alvo, uma descarga elétrica de 50 mil volts é disparada durante cinco segundos, paralisando o receptor por até 15 segundos.
Mesmo com a eficácia, o uso do Taser é polêmico em muitos pontos. Defensores da pistola argumentam que a intesidade do choque é baixa, não prejudicando quem o recebe. Muitos médicos, no entanto, dizem que se a descarga elétrica for disparada contra cardíacos, ele pode produzir arritmia ou parada cardíaca. Se a vítima do choque tem marca-passo, a corrente elétrica pode desligar o aparelho.
Quem usa o equipamento, discorda. O agente da Guarda Municipal de São José dos Pinhais, Aderson Caetano Bissoli, que carrega a pistola diariamente em sua patrulha, defende a tese de que a descarga não é prejudicial à saúde. "Os estudos nunca identificaram nenhum homicídio causado pela pistola", argumenta. (T.A.)

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