Médicos queriam fazer da LPCC uma cooperativa
Médicos queriam
fazer da LPCC
uma cooperativa
Julio Cesar Lima
De Curitiba
A tentativa de alguns médicos de assumir o controle do conselho-diretor e consequentemente alterar o funcionamento da Liga Paranaense de Combate ao Câncer, para o sistema de cooperativa, pode ter gerado os conflitos que resultaram na expulsão de 22 médicos do quadro de sócios da Liga Paranaense de Combate ao Câncer e a suspensão da eleição do conselho-diretor na semana passada. Essa alteração seria negativa para a população sem poder aquisitivo, que é a maioria dos pacientes do Hospital Erasto Gaetner, além de desviar-se do objetivo dessa entidade, disse Rodrigo da Rocha Rosa, do corpo jurídico da Liga. A informação não foi confirmada por nenhum médico suspenso.O conselho aguarda uma nova defesa dos 22 médicos até segunda-feira. Eles foram expulsos da Liga, na semana passada, por falta de decoro.
Segundo Rocha, ao emitirem um documento ao público com críticas à administração, com insinuações graves de desvio de recursos, podendo ter recorrido à assembléia do conselho, eles foram enquadrados no Estatuto, que prevê expulsão sumária nesses casos, disse o advogado, referindo-se ao manifesto entregue pelos médicos no dia da eleição, ao público e à imprensa.
A equipe da Casillo Advogados, que defende os médicos suspensos, aguardava ontem à tarde, um documento com a cópia da ata do conselho diretor. Segundo um dos integrantes dessa equipe, o material que chegou não estava apto para instruir uma ação judicial para propôr a defesa, pois não havia assinatura e nenhum timbre que o identificasse.
O Hospital Erasto Gaetner atende diariamente 1.400 pessoas, sendo que 80% são atendidos pelo SUS, e seus recursos são originários de doações. Infelizmente as últimas ocorrências abalaram um pouco a imagem da entidade, que sempre teve crédito junto à comunidade, lembrou Rocha.





