Oito médicos do Instituto Médico-Legal (IML), em Curitiba, propuseram ontem o fim da intervenção e a nomeação de um médico do órgão para o cargo de diretor-geral. O IML está sob intervenção desde fevereiro deste ano por causa de denúncias de tráfico de cadáveres, estupro e desvio de recursos públicos. O secretário de Segurança Pública do Estado, José Tavares, prometeu estudar a sugestão.
‘‘Se necessário, o grupo de médicos se reuniria e tiraria um nome de consenso para ser examinado e aprovado pelo secretário’’, disse Carlos Roberto Facin, presidente da Associação de Medicina Legal do Paraná. Facin, o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, e o interventor do IML, Eloy França, se reuniram com Tavares para discutir o andamento das investigações que apuram as fraudes.
Tavares cobrou rapidez no esclarecimento das denúncias, que foram encaminhadas para a Corregedoria da Polícia Civil. Na tarde de ontem, chegou a circular a informação de que funcionários que exercem cargos de chefia no IML seriam demitidos devido ao envolvimento com a emissão de diárias frias. A assessoria de imprensa da Polícia Civil não confirmou os desligamentos.
Eventuais mudanças na estrutura administrativa do IML só deverão ser feitas depois que o interventor Eloy França reunir toda a documentação que comprove as irregularidades.

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