A Secretaria Municipal da Saúde organizou ontem um curso para a reciclagem dos profissionais que tratam da dengue. Ao todo, 100 profissionais, incluindo médicos e enfermeiras, participaram do treinamento ministrado pela médica Joelma Teixeira Borian, especialista em Infectologia.
''Um dos principais focos do curso foi reavaliar os procedimentos utilizados no diagnóstico da doença'', explicou a diretora de Epidemiologia e Saúde Ambiental, Josemari de Arruda Campos. Segundo ela, alguns profissionais estariam apresentando dúvidas com relação aos exames clínicos para o diagnóstico real da suspeita da doença e estariam pedindo exames de sangue de forma, às vezes, até desnecessárias, e além do que a estrutura laboratorial pública poderia atender.
Ela diz que população deve ficar alerta quanto aos sintomas da doença. Normalmente, após a picada do mosquito Aedes aegypti contaminado com o vírus da dengue, a doença passa por um período de incubação de 3 a 15 dias, quando os primeiros sintomas começam a aparecer. Febre alta, indisposição, dor no fundo dos olhos, pernas e coluna, além de náuses são percebidos pela pessoa contaminada. Mas é importante relembrar que, diferente de uma gripe, a dengue não provoca coriza nem tosse. Outro fator importante é que não se deve ingerir medicamentos com Ácido Acetil Salicílico (AAS). A dengue hemorrágica teria chance de ocorrer em casos de reincidência, principalmente até quatro anos após a primeira contaminação.