Médicos param temporariamente por atraso salarial
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 24 de setembro de 1998
Maurício Borges 
Todo o corpo clínico do Pronto Atendimento Municipal de Apucarana (PAM), composto de 12 médicos, paralisou ontem, temporariamente, suas atividades. O protesto foi motivado pelo atraso salarial e todos pacientes que procuraram o serviço, que atende emergências médicas, foram transferidos para hospitais da rede privada.
O atendimento foi paralisado às 7 horas e somente no final da tarde, após negociações com o secretário de Saúde, Carlos Alberto Preto, parte dos plantonistas decidiram retornar ao trabalho. Os médicos, que ganham por semana trabalhada, reclamam o pagamento de alguns salários do início do ano, que permanecem pendentes, além do dinheiro referente às últimas quatro semanas.
A paralisação surpreendeu o secretário que, durante todo o dia, tentou sem êxito conseguir outros médicos para manter o atendimento no pronto-socorro. Segundo ele, na semana passada, uma comissão de médicos havia negociado um acordo com o prefeito Carlos Scarpelini, que pediu prazo até o dia 30 de setembro, para regularizar o pagamento dos salários.
Conforme o secretário, o montante em atraso é de cerca de R$ 100 mil. O PAM, criado há 18 meses, atende gratuitamente uma média de 250 pacientes/dia.


