Arquivo FolhaQuadro negroA cada ano, são 100 mortes e 700 intoxicações por agrotóxicos no PRUma das maiores dificuldades da Secretaria de Estado da Saúde está em convencer os médicos que atendem os casos de intoxicação crônica a investigar mais a fundo as possíveis causas. Geralmente, os agricultores chegam com quadro de vômitos, cefaléia e tonturas, e os profissionais não fazem a ligação com a origem do trabalho. ‘‘Muitas vezes nem perguntam onde trabalham’’, diz Astrid Viola, chefe da Divisão de Doenças Não-Transmissíveis do Centro de Epidemiologia do Paraná.
Também contribui para a imprecisão do diagnóstico a falta de orientação para os problemas decorrentes da toxicologia nas universidades. Segundo Astrid, as faculdades de Medicina não oferecem a matéria de toxicologia, dificultando um diagnóstico mais específico. Para reverter o quadro, a Secretaria da Saúde começou a fazer uma pesquisa mais apurada das contaminações por agrotóxicos.
A experiência começou pelo município de Antonio Olinto, na região Sul, onde a rede pública de saúde e a prefeitura se interessaram pelo assunto e firmaram um convênio com a Secretaria de Saúde do Estado, patrocinado pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O trabalho já resultou na comunicação de 47 casos de intoxicação em 1997 nesse município, o que supera os resultados obtidos nas demais regionais. (V.C.)

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