Médicos fazem treinamento para atender emergências
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sexta-feira, 04 de abril de 2008
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Vítimas de acidentes exigem uma série de procedimentos e cuidados diferentes de pacientes com problemas clínicos. Obstrução de vias aéreas e estabilização da coluna cervical, funcionamento do pulmão, circulação, avaliação neurológica. Esse é o ''ABCD'' do atendimento primário aos traumas mais graves.
Para reciclar os profissionais e melhorar o nível do atendimento prestado nesses casos, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, em conjunto com o Ministério da Saúde, está promovendo o curso de Atualização em Emergências Ortopédicas. O curso está sendo realizado em Londrina, em Curitiba e em outras 98 cidades brasileiras. Em Londrina, participaram da atualização cerca de 50 médicos, dentre clínicos gerais, ortopedistas e cirurgiões, divididos em duas turmas. Uma delas teve aulas ontem, e a outra faz o curso hoje, na Associação Médica.
Entre os assuntos tratados está a importância de se valorizar problemas considerados de menor risco, como luxações e fraturas de ossos longos. ''O sangramento e a inflamação decorrentes de uma fratura de fêmur ou tíbia, por exemplo, também são graves, e dependendo podem até levar à morte'', assinalou o ortopedista e coordenador do curso na cidade, Ivan Blume.
Segundo o cirurgião infantil Mauro Basso, um dos instrutores, cursos como esse são necessários porque as mortes por causas externas como violência e acidentes têm se tornado uma verdadeira epidemia. ''Em linhas gerais, não houve mudanças no sistema de atendimento aos traumas, só estamos fazendo pequenas atualizações para melhorar o atendimento'', explicou. Segundo Basso, todos os médicos, ao entrar em contato com uma vítima dessas, verifica primeiro se não há obstrução nas vias aéreas, depois o funcionamento nos pulmões, a existência de hemorragias externas ou internas, e por fim se houve traumatismo craniano.
Já o procedimento para quem vai buscar socorro também deve seguir uma sequência. ''Primeiro, é preciso sinalizar bem o local para evitar novos acidentes. Depois, acionar o Siate, repassando o máximo de informações possíveis, como o número de vítimas, os ferimentos visíveis, o estado dos veículos envolvidos e se a pessoa está consciente'', relacionou Basso, que é plantonista do Siate.


