Curitiba - Pesquisa feita pelo Ministério da Saúde revela que 95% das pessoas já ouviram falar em genéricos, 48% pedem por estes produtos quando vão à farmácia e 40% chegam a solicitar a troca de um remédio de marca receitada por um genérico, mas a maioria desconhece que as farmácias são obrigadas a afixar, em seu interior, a listagem dos medicamentos. Isso mostra que o consumidor já incorporou o genérico em seu dia-a-dia. O problema são as farmácias e médicos, que ainda resistem em divulgar os produtos.
‘‘Nós temos um desafio com os médicos, que alegam que não conhecem o princípio ativo para fazer a receita e, por isso, acabam prescrevendo os medicamentos referência’’, diz Vera Valente, gerente-geral de Medicamentos Genéricos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), ligada ao Ministério da Saúde. Nesse sentido, a Anvisa criou um livro de bolso com o nome de todos os medicamentos e distribuiu à classe médica.
O problema maior, no entanto, são as farmácias, que normalmente tentam ‘‘empurrar’’ outros remédios, alegando que são similares, quando, na maioria das vezes, recebem comissões por estas vendas.
Mesmo assim, ‘‘os genéricos vão bem’’, segundo Vera Valente. Em setembro de 2000, quando a lei foi implantada havia apenas um genérico. Hoje a lista soma 533 medicamentos.(M.G.)

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