Médicos e enfermeiros do Siate passam por reciclagem
Emerson Cervi
De Curitiba
Metade das pessoas que morrem em acidentes de trânsito poderiam ter chances de sobreviver se recebessem um atendimento de trauma pré-hospitalar correto e rápido. Pensando nisso, médicos e enfermeiros que trabalham no Siate do Paraná estão passando por uma reciclagem profissional. O curso de suporte de vida no trauma pré-hospitalar, promovido pelo Programa Protegendo a Vida, da Secretaria de Estado da Saúde, reúne médico e enfermeiros que prestam socorro a acidentados de trânsito.
A primeira fase do curso termina hoje. Estão participando 20 profissionais dos Siates de Curitiba, São José dos Pinhais e Ponta Grossa. Na próxima semana outro grupo de Londrina, Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu farão a reciclagem, que inclui aulas teóricas e práticas. Estamos mostrando como fazer o melhor atendimento a vítimas de trânsito, até o transporte para o hospital, explicou o coordenador do curso, Vinicius Filipak, que é o coordenador da área de urgência e emergências da Secretaria de Saúde.
Os participantes do curso são orientados sobre como fazer a retirada de vítimas das ferragens, os primeiros socorros e avaliações preliminares do estado de saúde dos acidentados. Estatísticas mostram que o atendimento adequado reduz significativamente o índice de mortalidade em acidentes. Médicos e enfermeiros que participam do curso vão passar as informações aos socorristas de seus municípios.
No Paraná existem 80 médicos e enfermeiros trabalhando no Siate e cerca de 450 socorristas. O sistema está implantado em seis municípos pólos regionais do interior, além de Curitiba. Infelizmente, o Siate é cada vez mais solicitado para atendimento de acidentados de trânsito, por isso precisamos estar sempre reciclando os profissionais, disse o coordenador.





