Padronizar as informações relacionadas à saúde bucal da criança para melhorar sua qualidade de vida. É este o objetivo do Guia de Orientação: Saúde Bucal nos Primeiros Anos de Vida, lançado oficialmente no 1º Meeting de Odontologia para Bebês e Pediatria e 1º Encontro de Pós-Graduação em Odontopediatria da Universidade Estadual de Londrina (UEL), encerrado ontem, em Londrina.
O Guia é direcionado exclusivamente aos profissionais da saúde, que, segundo a odontopediatra Leila Maria Cesário Pereira Pinto e a pediatra Eliane Mara Cesário Pereira Maluf, emitem orientações divergentes sobre o mesmo assunto. ''Isto é perceptível nas ocasiões que unem, por exemplo, médicos, dentistas e nutricionistas. Entre eles, inclusive dentro da mesma categoria, existem opiniões diferentes sobre o momento ideal para iniciar o tratamento dentário dos bebês, uso ou não do flúor, quanto tempo o bebê deve ser amamentado, consistência dos alimentos na fase introdutória, etc'', explicaram. Ambas fizeram parte da comissão que elaborou o documento nos últimos dois anos.
A iniciativa de criar a cartilha foi do Conselho Regional de Odontologia do Paraná (CRO-PR) e Sociedade Paranaense de Pediatria, com apoio da Associação Brasileira de Odontopediatria e Sociedade Brasileira de Pediatria.
Além dos temas já citados o Guia contempla ainda informações sobre mamadeiras e chupetas, bons hábitos alimentares, desmame e escovação, em apenas cinco páginas. A idéia é fornecer ao profissional um material prático e funcional. No evento, foram distribuídos 300 exemplares e - posteriormente - outros dois mil deverão circular no Paraná. ''O Ministério da Saúde aprovou a iniciativa pioneira no País e provavelmente facilitará sua disseminação em outros Estados'', disse Eliane.
As donas de casa Miriam de Matos, 26 anos, e Maria de Fátima Rosa, 40 anos, foram orientadas pelos pediatras a realizarem a higiene bucal das filhas muito cedo. ''A Emanuele tem 11 meses e dois dentinhos e sempre que mama ou come limpo a boquinha dela com uma fralda molhada. Ainda não procurei um dentista, mas vou fazer isso logo'', garante Maria de Fátima.
Miriam já superou esta fase. No momento, ela monitora a escovação das filhas Michele, de seis anos, e Midiã, de um ano e meio, três vezes por dia. Conforme ela, a mais velha tem preguiça e apresenta mais resistência à escovação. ''Ela também gosta muito de doces'', acrescenta a mãe, que sabe do perigo do açúcar para os dentes. Ambas consultam os dentistas que atendem nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos bairros onde moram.

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