Setenta e quatro médicos plantonistas do Hospital Universitário de Londrina conseguiram ontem uma liminar judicial que garante o pagamento do salário de outubro hoje. A decisão foi do juiz da 8ª Vara Cível Ademir Ribeiro Richter em resposta a uma ação cominatória com pedido de tutela antecipada.
O réu da ação é a Universidade Estadual de Londrina (UEL) que terá 15 dias para se defender. Caso não cumpra a liminar, estará sujeita a uma multa diária de R$ 50,00 em benefício de cada um dos autores. ''Mesmo se houvesse tempo hábil, a UEL não conseguiria derrubar os argumentos apresentados'', opinou o advogado Marcelo de Carvalho Santos que justificou seu pedido com as folhas de ponto e escalas de plantão dos médicos. O reitor em exercicío da UEL, Pedro Gordan, não foi encontrado para comentar o assunto.
Ontem, todos os funcionários da instituição receberam 26,57% do salário de setembro referente aos primeiros 14 dias de paralisação. O pagamento do salário de outubro foi vinculado ao retorno das atividades que foi rejeitado pela categoria.
Os grevistas definem hoje os critérios para a distribuição de cestas básicas aos funcionários que recebem até três salários mínimos. Um mil e quinhentas pessoas fazem parte desse grupo, mas o comando local do movimento e o Comitê de Cidadania da UEL devem arrecadar, no máximo, 500 unidades. ''A princípio, serão priorizados aqueles que ganham menos'', adiantou o professor Kennedy Piau. Gordan deve propor hoje ao Conselho Administrativo um pedido de ajuda às três fundações ligadas à universidade (HUTEC, FAUEL e ITEDES). Elas doaram cerca de mil cestas básicas aos funcionários no mês passado.
Ontem, os três sindicatos que compõem a categoria realizaram uma assembléia conjunta no HU para avaliar o movimento e propor temas para a reunião do comando estadual de greve que acontecerá amanhã, em Londrina.

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