Médicos do HU farão protesto na 5 feira
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segunda-feira, 21 de agosto de 2006
Silvana Leão<br> Reportagem Local 
Os médicos residentes do Hospital Universitário (HU) e ambulatório do Hospital de Clínicas (HC) de Londrina aderiram ao movimento nacional que ocorre na próxima quinta-feira e vão paralisar suas atividades neste dia para protestar contra a falta de reajuste das bolsas recebidas pelo governo. O HU tem aproximadamente 160 médicos residentes, que trabalham 60 horas por semana. Destes, apenas 30% vão manter as atividades no dia da manifestação, para garantir o atendimento de urgências e emergências.
A paralisação está sendo organizada pela Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR) e já conta com a adesão de universidades de vários Estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia. Segundo o vice-presidente da Associação dos Médicos Residentes de Londrina (Amerel), Dan Janos Nakamura, os residentes são responsáveis por grande parte do atendimento feito nos hospitais ligados a universidades, mas não têm sido devidamente valorizados pelo governo. ''Por lei, os hospitais-escola deveriam ter condições de funcionar sem o médico residente, mas a gente sabe que na prática não é assim.''
Nakamura observa que o valor médio da bolsa no País que é de R$ 1,4 mil assegura ao médico um valor menor que R$ 5,00 por hora trabalhada. ''Não há reajuste neste valor desde 2001. Se tomarmos como base a inflação no período, teríamos direito a um reajuste entre R$ 600,00 e R$ 700,00. Sabemos que a correção nos valores das bolsas já foram aprovadas em algumas instâncias, mas o aumento não se concretizou.'' Para cumprir a carga horária, os residentes trabalham de 10 a 12 horas por dia, de segunda-feira a sábado.
No Hospital de Clínicas (HC) os residentes também não atenderão na quinta-feira. O diretor clínico do HU (que responde pelo ambulatório do HC), Marcos César de Almeida Camargo, afirmou que os vários departamentos do hospital vão se manifestar hoje sobre a adesão ou não ao movimento paredista, e que só depois disso a direção vai decidir as providências a serem tomadas. Segundo Camargo, o atendimento não será prejudicado se os professores mantiverem as atividades.


