Doze das 102 equipes de atendimento do Programa Sa© úde da Família (PSF) em Londrina estão sem profissional médico. Nas regiões em que elas trabalham, o atendimento nas residências vem sendo feito por enfermeiros e agentes comunitários de saúde. Segundo Marilda Kohatsu, coordenadora do PSF na cidade, nos casos de maior necessidade, o próprio clínico geral da unidade básica de saúde (UBS) vem tentando realizar as visitas.
Os médicos vêm saindo do programa há quase um mês, em virtude da incompatibilidade de horários diante da necessidade de aumentar a carga horária diária de seis para oito horas. ''Antes, eles atendiam durante seis horas e passavam outras duas em um curso de qualificação médica. Com o término do curso, os médicos tiveram que cumprir todas as oito horas nas UBS'', explica a diretora executiva da Secretaria Municipal de Saúde, Marlene Zucoli. Diante da exigência, 12 médicos já saíram do Programa, e suas vagas ainda não foram repostas pela Secretaria de Saúde. ''Mas as unidades não estão descobertas. São realizadas em média 100 mil consultas todo o mês na cidade, entre atendimentos de saúde básica e emergenciais'', ressalta a diretora.
Marlene informa que o prefeito já autorizou a contratação de 20 novos clínicos gerais, por meio de um concurso público já realizado, e que a Santa Casa, parceira da Secretaria no programa, também vai abrir um processo para contratar novos profissionais. ''Agora vai depender da disponibilidade dos médicos, que têm um prazo para se apresentar'', afirma. Em decorrência disso, Marilda calcula que a situação deve perdurar por pelo menos mais um mês.
No posto de saúde do Centro Social Urbano, no Centro, por exemplo, os dois médicos que atendem pelo PSF estão cumprindo aviso prévio, e, segundo a enfermeira Eleide Pedrini, o atendimento não deve ser interrompido com o desfalque. ''Nós vamos avaliar cada caso para ver o que é possível fazer, como pedir para os familiares trazerem o paciente até o posto, ou solicitar a outros médicos para ir até as casas.''

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