Médicos debatem saúde pública em Londrina
Érika Pelegrino
A saúde pública estará em debate hoje na mesa-redonda Saúde em Londrina organizada pela Associação Médica de Londrina (AML). Os problemas enfrentados pelos hospitais que atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade serão debatidos durante palestra ministrada pelo diretor-geral do Hospital Evangélico, Antônio Carlos Ribeiro, hoje pela manhã, no anfiteatro da sede administrativa da AML, na Avenida Harry Prochet (zona sul).
O tema foi escolhido, segundo o presidente da AML, Pedro Garcia Lopes, em função da crise enfrentada na saúde pública. O debate marcará também a inauguração do anfiteatro da sede administrativa da AML. Escolhemos o tema saúde pública, devido aos diversos problemas, disse.
O secretário de Saúde de Londrina, Agajan Der Bedrossian, e a diretora do Conselho Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), Vânia Brum, também participam da mesa-redonda, discutindo o SUS e o atendimento nos hospitais credenciados. Ontem, o secretário de Saúde do Estado, Armando Raggio, falou sobre as perspectivas do SUS.
Após a mesa-redonda, acontece uma pré-conferência municipal de saúde com a presença do diretor da AML, Miguel Alves Pereira Jr., representante da Conferência Municipal de Saúde, que acontecerá em outubro próximo. Na pré-conferência, serão levantados problemas da saúde pública e tiradas as propostas para melhorar o atendimento e as condições de trabalho dos médicos, que serão levadas para a conferência municipal.
Na opinião do presidente da AML, Pedro Lopes, apesar das dificuldades, em comparação a outras cidades do Paraná e de outros estados a saúde pública em Londrina está bem. A saúde pública é um problema no Brasil, pondera.
Lopes afirma que, além de aumentar a verba para a saúde pública, seria necessária uma racionalização de atendimento para evitar que um paciente procure os mesmos serviços em mais de um hospital. Às vezes, um paciente vai em um hospital faz exames, não gosta e procura um outro. Isto significa despesa a mais, argumenta. Lopes disse ainda que a falta de verba impede a implementação de alguns programas, como as internações domiciliares, por exemplo.





