Acontece hoje, das 8 às 19 horas, a eleição para a nova diretoria da Associação Médica de Londrina (AML), criada há 56 anos. Uma única chapa, ‘Dignidade Médica’, concorre ao mandato não remunerado de dois anos. Os cerca de 750 sócios podem votar, desde que estejam em dia com a mensalidade - que custa R$ 60,00 -, em quatro urnas: na sede da AML, à Avenida Harry Prochet, 1.055 (zona sul), Santa Casa e hospitais Evangélico e Universitário.
A apuração dos votos tem início às 20 horas, na sede da entidade. A nova diretoria, encabeçada pelo neurocirurgião Pedro Garcia Lopes, tomará posse no próximo sábado. A vice-presidência será ocupada pelo urologista Celso Fernandes Júnior. O atual presidente, Álvaro Jabur, passa a responder pela comissão de marketing da associação. Completam a nova executiva os médicos Dolores Cristina Mamprim, Jonilson Favareto, Marcos Aparecido Sarria Cabreira, Elias José Gonçalves Ribeiro, Danilo Malucelli, e Douglas dos Santos Grion.
Não há urna para votação na antiga sede da AML, na Praça 1º de Maio (área central). As urnas permanecem abertas ininterruptamente, inclusive no horário de almoço. ‘‘Nossa principal meta de trabalho, como o próprio nome da chapa diz, é recuperar e fortalecer a dignidade e o papel profissional dos médicos. Vamos buscar, incansavelmente, melhores condições de trabalho, de salários e de vida para cada um dos cerca de mil médicos que atuam na cidade’’, afirma Pedro Lopes, que tem 55 anos, formou-se pela Universidade Católica de Curitiba em 1967, e é professor da Universidade Estadual de Londrina, onde fez doutorado, desde 1971.
Segundo o candidato a presidente, que na atual gestão foi o responsável pelo setor de convênios, a nova diretoria não propõe uma completa mudança, mas algumas complementações ao trabalho que vem sendo desenvolvido na AML. ‘‘Do ponto de vista científico e cultural, da realização de cursos e congressos, sempre estivemos e continuamos muito bem. Precisamos aperfeiçoar a associação como um órgão de defesa e apoio aos médicos. Não de uma forma corporativista cega, mas ocupando os espaços sociais importantes que fomos deixando ao longo das últimas décadas’’, comenta Pedro Garcia Lopes, que cursou pós-doutorado na Espanha em 89.
De acordo com ele, a chapa única foi montada de forma consensual e representativa de todos os setores e hospitais de Londrina. ‘‘A categoria está bastante unida e animada para as ações que necessita implementar nestes próximos dois anos. Com base neste clima, é que resolvemos aceitar a indicação do nosso nome para assumir a presidência’’, ressalta o neurocirurgião.
Pedro Lopes adianta que entre as principais metas da futura diretoria estão a busca da humanização da saúde, a melhoria da qualidade de vida dos médicos - ‘‘hoje, estão trabalhando muito e ganahando pouco’’ - , a ampliação do espaço de lazer na nova sede da associação, inaugurada na atual gestão, e uma revitalização da assessoria de comunicação interna e imprensa.Arquivo FolhaSem disputaO neurocirurgião Pedro Garcia Lopes encabeça chapa Dignidade MédicaOsmani Costa

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