Médicos da AMP ameaçam se descredenciar da Assepas
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segunda-feira, 28 de julho de 1997
Curitiba 
Deve aumentar, nos próximos dias, o número de usuários de convênios de saúde atingidos pelo descredenciamento coletivo dos médicos. Agora, os médicos associados ao Departamento de Convênios da Associação Médica do Paraná (AMP) pretendem se descredenciar das entidades ligadas à Associação das Entidades Paranaenses Beneficentes e Assistenciais (Assepas). São 26 entidades autogestoras e que mantêm caixas de assistência a funcionários de empresas como Caixa Econômica Federal, Sanepar e Volvo.
A proposta de descredenciamento foi discutida ontem à noite, na sede da AMP em Curitiba, durante assembléia que não havia terminado até o fechamento desta edição. Mas, à tarde, o diretor do Departamento de Convênios, José Fernando Macedo, adiantou que o descredenciamento era praticamente certo.
Segundo ele, há 15 meses o Departamento tenta negociar com a Assepas a adoção da Lista de Procedimentos Médicos da Associação Médica Brasileira (AMB), sem sucesso. A lista fixa para a consulta médica, por exemplo, o valor de R$ 39,00, enquanto as entidades pagam entre R$ 18,00 e R$ 26,00.
A mesma briga já levou boa parte dos 3 mil médicos associados ao Departamento de Convênios a se descredenciarem da Amil e das empresas de seguros-saúde, como Bamerindus, Bradesco, Golden Cross e Gralha Azul. Usuários dessas empresas são obrigados a pagar os R$ 39,00 na hora da consulta e requisitar depois o reembolso aos seguros ou planos de saúde, que repõem apenas parte do valor.
Infelizmente é o usuário quem paga o pato, mas não são os médicos os culpados, afirma Macedo. Segundo ele, os reajustes impostos pelos planos de saúde nos últimos anos são suficientes para permitir a adoção da lista da AMB. Ele também afirma que as entidades médicas têm trabalhado para reduzir os custos das empresas da área, conscientizando os médicos, por exemplo, de que exames caros só devem ser pedidos quando realmente necessários.


