Médicos cobram do MP abertura de maternidade
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sexta-feira, 23 de novembro de 2001
Célia Guerra<br>De Londrina 
Médicos que integram o movimento pela manutenção da maternidade da Santa Casa de Londrina estiveram reunidos ontem de manhã com o promotor de Defesa dos Direitos Constitucionais e Saúde Pública, Paulo César Tavares. Eles cobraram uma medida do Ministério Público (MP) quanto ao prazo dado para que o hospital determinasse a data de reabertura da maternidade. No dia 19 de novembro se encerrou os 60 dias dados ao hospital para a conclusão dos estudos técnicos e nenhuma resposta teria sido apresentada ao grupo e à comunidade. A maternidade está fechada para reformas desde novembro do ano passado.
O promotor disse que apesar do prazo ter se esgotado ele não pode tomar decisões à revelia do município. Como o secretario de Saúde, Sílvio Fernandes, estava em Brasília (DF) nos dois últimos dias, Tavares irá marcar um novo encontro para a próxima semana. A assessoria de imprensa da Santa Casa confirmou que o hospital está à espera de Fernandes para o determinação dos detalhes técnicos do funcionamento da maternidade. A entidade irá seguir as orientações repassadas pelo município.
A diretora executiva da Secretaria de Saúde, Margaret Schimiti, disse que a Diretoria de Controle e Avaliação preparou um levantamento sobre a necessidade de leitos para o setor. Toda a documentação será apresentada pelo secretário, mas não soube informar a data do encontro.
O secretário de Saúde, Sílvio Fernandes, em setembro, durante a reunião em que foi dado o prazo à Santa Casa, reafirmou a importância da reabertura da maternidade. Ele informou ainda que o hospital possui seis leitos credenciados pelo SUS para esse atendimento e esperava que fosse mantido o número. Fernandes disse também que demanda do município são os leitos de cuidados intermediários e intensivos. Assim, ele se colocou favorável à transferência da maternidade para o Hospital Infantil, que possui UTI neonatal. A Maternidade Municipal, de acordo com o secretario, consegue atender a demanda de leitos para gestação de baixo risco.


