Começa a vigorar hoje a decisão da Associação Médica de Londrina de cobrar o valor mínimo da Lista de Procedimentos Médicos de 96 (LPM-96). A medida afeta diretamente os usuários dos planos de convênios de saúde, que vão ter que pagar ao médico pelo procedimento realizado (consulta, exame, entre outros), levando depois um recibo para tentar o ressarcimento junto à empresa. Pelo menos 67% dos médicos da Cidade e 80% dos filiados à AML decidiram que não vão aceitar receber menos que o valor definido pela LPM-96. Pela lista, a consulta médica deveria custar R$ 39,00.
O diretor do Departamento de Convênios da AML, o médico Pedro Garcia Lopes, não acredita que os pacientes sejam prejudicados. Na opinião dele, é uma forma de alertar as pessoas para que elas se informem melhor antes de adquirir um plano de saúde. Ele ressalta que os usuários de seguros de saúde não terão esse problema, porque nesses casos funciona o sistema de livre negociação entre médico e paciente. ‘‘O seguro de saúde é diferente. Com ele, o paciente tem o direito de escolher o médico, pagar e o reembolso é feito de acordo com o plano’’, explica.
Pedro Garcia Lopes esclarece que aproximadamente 40 empresas de plano de convênios de saúde atuam em Londrina, sendo a metade delas de grande porte. Algumas já pagam a LPM-96, como a Unimed, Viação Garcia, Promédica e Lincx. Ontem, a Associação Médica estava em fase final de negociação com duas empresas de Londrina: o Hospitalar e a Caixa de Assistência de Aposentadoria e Pensão dos Servidores Municipais (Caapsml).
O diretor da AML esclarece que para essas empresas - que são de Londrina, sendo que a Caapsml não tem fins lucrativos - foi oferecido um escalonamento: 80% da LPM-96 em julho, 90% em outubro e 100% em janeiro do ano que vem. As empresas concordaram com a proposta e o contrato deverá ser fechado até o dia 10 de julho, quando o presidente da Associação Médica Brasileira, Antônio Celso Nunes Nassif, estará na Cidade.
‘‘Nestes dois casos não haverá interrupção no atendimento. Isso é importante porque todo mundo fica satisfeito, tanto o médico quanto o cliente’’, aponta Lopes. Segundo ele, Caapsml e Hospitalar atendem aproximadamente 40 mil pessoas em Londrina. Para as outras empresas particulares, lembra Pedro Garcia Lopes, já foi proposto um escalonamento em março deste ano, mas não foi cumprido. Atualmente, comenta, as negociações estão paradas.
A Folha tentou contato ontem com a regional paranaense da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), mas ninguém retornou a ligação.

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