Marcos BorgesAlertaWanderley Neto: ‘População está ficando velha e não há prevenção’ Doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade entre a população adulta brasileira e a situação tende a se complicar nos próximos anos. Para combater este problema é necessário criar uma política nacional de prevenção de doenças cardiovasculares. Quem defende isso é o secretário de Saúde de Alagoas e presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, José Wanderley Neto, que participará de uma mesa redonda hoje de manhã, dentro da programação do 25º Congresso Paranaense de Cardiologia.
O tema da mesa redonda é ‘‘Saúde Pública em Cardiologia’’ e está previsto para acontecer das 10h30 ao meio-dia. Devem participar do evento o prefeito Antonio Belinati, o secretário estadual de Saúde, Armando Raggio, e o secretário municipal de Saúde, Agajan Der Bedrossian. O congresso, que teve início no dia 23 e se encerra hoje, está sendo realizado no Centro Cultural e de Convenções Sumatra.
José Wanderley relata que as doenças cardiovasculares são responsáveis por mais de 50% das mortes de adultos. Ele acredita que daqui a 15 anos, o quadro será pior e explica: ‘‘Hoje, 4,5% da população têm idade superior a 65 anos. Daqui a 15 anos, teremos o dobro’’. Consequentemente, segundo o médico, o contingente de pessoas com doenças cardiovasculares também será grande. ‘‘A população está ficando velha e não se tem medidas preventivas de massa.’’
Na opinião de José Wanderley, a prevenção de doenças cardiovasculares não deve se resumir a ser abordado em consultórios, mas é preciso criar um grande projeto que atinja grande parte da população. Para isso, seriam feitos trabalhos junto à mídia, escolas e outras entidades. Ele acredita que o projeto teria de causar grande impacto, como acontece com as campanhas de vacinação realizadas anualmente pelo Ministério da Saúde.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, segundo José Wanderley, está trabalhando em um projeto de prevenção, que deve ser apresentado ao Ministério da Saúde. Uma primeira reunião com representantes do Ministério está marcada para a próxima semana.
O presidente da Sociedade explica que o projeto aponta a necessidade de fazer com que os hospitais que fazem medicina de ponta não separem as políticas de prevenção e tratamento. Ele dá um exemplo: ‘‘Não tem sentido uma instituição fazer um tipo de tratamento e não ter um ambulatório para tratar da hipertensão’’.

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