O urologista Lauro Brandina acredita que a situação dos pacientes à espera de um órgão melhorará muito com a implantação da Central de transplantes. Projeto do Governo do Estado, a Central foi instalada somente em Curitiba e havia promessas de que unidades funcionariam também em outros Municípios, inclusive Londrina.
‘‘Há mais de um ano e meio estão prometendo a Central em Londrina’’, ressalta Lauro Brandina. Na sua opinião, é ‘‘inadmissível’’ o Município ficar sem uma central, já que Londrina é uma referência nacional em termo de transplantes renais.
A Central de Transplantes do Paraná funciona desde 1995 e o principal objetivo é fazer com que a distribuição de órgãos não se concentre apenas na capital. Lauro Brandina observa que na Central ficaria uma lista única de receptores de todo o Estados. ‘‘Assim, poderíamos fornecer e receber órgãos de todo o Estado’’, ressalta.

Urologista cobra
criação da Central
de Transplantes
em Londrina


O urologista explica que, atualmente, os próprios médicos interessados são responsáveis pela retirada, embalagem e transporte do órgão. Na sua opinião, com a implantação da Central de Transplantes, o serviço seria mais profissional.
A previsão inicial do Governo do Estado era de que a Central em Londrina estaria funcionando no primeiro semestre do ano passado. O cronograma atrasou por falta de recursos humanos - para a central funcionar seriam necessários quatro enfermeiras, seis auxiliares administrativos e duas assistentes sociais. No ano passado, não foi possível recrutar funcionários porque a lei proíbe contratações em ano eleitoral.
A coordenadora da Central de Transplantes em Curitiba, Cristina Von Glehn, informa que hoje à tarde terá uma reunião com o diretor geral da Secretaria Estadual da Saúde, Luciano Ducci, justamente para tratar do assunto. Segundo ela, durante a reunião deverá ser definido um prazo para a implantação da central em Londrina.
(Lucília Okamura)

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