Médico preso é suspeito de fazer abortos
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sexta-feira, 29 de setembro de 2006
Andréa Bordinhão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um médico de Guarapuava foi preso ontem por porte ilegal de medicamentos. A polícia suspeita também que ele fazia abortos no seu consultório. O clínico geral atua há 35 anos na cidade. Depois de receber denúncias de que mulheres teriam tido problemas de saúde após fazer aborto com ele, a polícia começou as investigações e com um mandado de busca e apreensão entrou no consultório na última quinta-feira. Lá foi encontrado quantidade a mais do que o autorizado de um medicamento derivado da morfina. A suposta clínica de aborto fica em um cômodo anexo à clínica, junto à residência do médico.
''A clínica dele é legalmente constituída. Mas descobrimos um anexo que funcionaria de forma clandestina teoricamente para a prática do aborto'', explicou o delegado de Guarapuava, Luiz Alberto Vicente de Castro. Segundo o delegado, o médico nega a prática de aborto e garante que o local é apenas um depósito. A polícia tem informações de mulheres que tiveram até hemorragias graves após supostamente terem feito aborto com o médico. Até agora não se descobriu nenhuma morte. O médico cobraria R$ 3 mil por aborto.
Apesar da suspeita da prática de aborto, o médico foi preso pelo porte de grande quantidade do derivado da morfina. Ele alega que o remédio era usado para anestesias em pequenas cirurgias. Além da polícia, a Vigilância Sanitária também vistoriou a clínica.


