Médico obtem êxito em tratamento de irmãos com doença rara
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de janeiro de 1997
Da Redação 
ROLÂNDIA - Os irmãos Esmeraldo, 38 anos, Genelício, 37, Milton, 35 e Arnaldo Melo, 28 anos, de Rolândia (25 quilômetros a oeste de Londrina), acometidos de uma doença rara, mais conhecida como Síndrome de Friederich, estão apresentando uma sensível melhora após cinco meses de tratamento.
Uma equipe multidisciplinar, comandada pelo médico fisioterapeuta Sandro Ramos, de Recife, que está acompanhando de perto o caso, já conseguiu reduzir em 90% os edemas e em 100% as lesões dos pacientes.
O que mais chama a atenção do fisioterapeuta é a total falta de informação de pessoas acometidas de distúrbios vasculares. O quadro dos irmãos Melo, que sofrem com a doença neurológica, se assemelha à Filariose bancroft, uma doença comum no Recife, que é transmitida pela picada da muriçoca.
Ramos afirma que a semelhança com casos já tratados em Recife permitiu aplicar um tratamento parecido, com bons resultados. O tratamento, feito em casa, diminuiu o número de idas ao hospital e o desconforto dos portadores da doença, que agora dormem melhor, se alimentam moderadamente e não mais sentem as dores agudas nos membros afetados.
Os irmãos Melo continuam sendo assistidos por uma equipe multidisciplinar composta por cardiologista, fisioterapeuta e nutricionista. As passagens do médico Sandro Ramos estão sendo pagas por empresários de Rolândia. Os interessados em ajudar podem fazer doações em dinheiro depositando a quantia desejada na conta Irmãos Melo, Agência Banco do Brasil 0349-2, conta corrente 18.280.
EsperançaPessoas ligadas ao setor de saúde e deficientes físicos estão montando em Rolândia o Clube da Esperança, voltado aos portadores de doenças vasculares. A entidade é inspirada no clube existente na capital pernambucana.
Esta semana, uma reunião sacramentou a criação da entidade. A Associação dos Deficientes Físicos de Rolândia (Adefir) está encabeçando a formação do clube.
A vice-presidente da entidade, Adriana Samuel Ferrari, diz que o importante é combater o preconceito que atinge os portadoras de deficiência. Com a criação do Clube da Esperança, os portadores terão devolvidos os direitos ao sorriso e à amizade, comemora.


