Na última semana, o Ministério da Saúde (MS) chegou a recomendar o cancelamento ou adiamento de viagens à Argentina e ao Chile, depois estendendo a orientação a todos os países com transmissão sustentada da doença. O médico Jaime Rocha avalia a medida como exagerada e com pequeno impacto. ''Alguém já ouviu falar em pedir para adiar ou cancelar viagem a região amazônica por causa da malária? Quando se tem uma doença nova, a preocupação é proporcional ao desconhecimento''.
Na opinião da especialista Nancy Bellei, a tendência é que sejam suspensos os trabalhos de controle em aeroportos. Ontem terminou o prazo para que os principais pontos de entrada no Brasil tivessem a Declaração de Saúde do Viajante, que passou a conter orientações sobre a gripe A.
A determinação, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seria um controle a mais para rastrear as pessoas em caso de confirmação da doença de algum passageiro. Na quinta-feira, voos que chegaram a Curitiba provenientes de Buenos Aires, na Argentina, já tinham disponibilizado o formulário.
No Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), era possível observar alguns passageiros desembarcando com máscaras. ''Quando eu soube que o voo vinha de Buenos Aires, corri na farmácia do aeroporto para comprar uma máscara. Mas, só uns 10% dos dos passageiros usavam'', disse Paulo Henrique Massi, que embarcou em Porto Alegre.
No aeroporto, duas salas para isolamento foram disponibilizadas para o caso de passageiros que desembarquem portando sintomas da doença. Agentes da Anvisa recebiam os voos internacionais, entregando panfletos explicativos. Situação semelhante não era observada na Rodoviária da Capital. (M.R.M.)

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