Médico mata cão de vizinho a tiros
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 28 de outubro de 1997
Marccio W. Varella Maringá 
Marcos NegriniTristezaMarlene Tranquilini: Estou indignada com este médicoO médico nefrologista Antônio Verinhitachi é acusado de matar um cachorro com dois tiros, sábado, em Cianorte (70 km de Maringá). O vira-lata chamado Tobi pertencia à família Tranquilini. O especialista em marketing de confeccções Renê Paulo Tranquilini, 48 anos, registrou queixa na Delegacia Policial de Cianorte e o delegado Nelson Tavares abriu inquérito.
Ontem de manhã, a polícia ouviu o depoimento do técnico em eletrônica Evandro Gaioto, que presenciou a cena da morte do cachorro. Ele disse que às 10h30 do sábado estava realizando um negócio em frente à casa de Traqnuilini, na avenida Mato Grosso, 1.131. Ele viu Verinhitachi sacar um revólver, abrir o portão da casa dos Tranquilini e, no jardim, dar dois tiros no cachorro.
Tranquilini contou que estava nos fundos da casa quando sua mulher, Marlene, 42 anos, que estava na sala com as duas filhas menores, de 14 e 15 anos, avisou que alguma coisa havia acontecido ao cão. Pensei que fossem bombinhas ou foguetes. Mas minha filha, que adorava o cachorrinho, o viu caído e sujo de sangue, disse Marlene.
Tranquilini saiu correndo atrás do médico, que mora na mesma rua. A filha de 14 anos saiu correndo atrás do pai. Quando os dois chegaram perto, o médico mostrou a arma. O pai segurou a filha pelo braço e retornou à sua casa.
O médico nunca nos falou nada sobre os latidos do Tobi, que latia como todos os cachorros fazem. Fiquei indignada, pasmada, minhas filhas ficaram traumatizadas, desabafou Marlene.
Além do inquérito na polícia, vou entrar com uma ação na Justiça contra o médico, adiantou Tranquilini. A polícia vai ouvir o médico até sexta-feira e já está averiguando se ele tem registro e porte de arma. O médico não quis dar declarações à Folha. Segundo o Hospital São Paulo, ele passou quase todo o dia de ontem fazendo uma cirurgia.


