A Delegacia de Homicídios instaurou ontem um inquérito para apurar as razões da morte do médico legista Raul de Moura Rezende. Segundo o delegado Jaime Luz, todos os parentes e amigos do médico ouvidos pela polícia dizem que o suicídio ocorreu por questões estritamente pessoais.
Rezende já havia sido arrolado como testemunha de acusação de Celina e Beatriz Abagge no ano passado. Algumas semanas antes do dia 10 de novembro de 97, quando seria iniciado um dos júris, Rezende já havia encaminhado à juíza Marcelise Weber Lorite um pedido de dispensa. Segundos os advogados, o médico dizia não poder se afastar de casa porque sua mãe estava doente. Na época, o julgamento acabou sendo adiado. Este ano, Rezende voltou a pedir para ser dispensado, mas a juíza não concordou e apenas determinou que ele devesse ser ouvido antes das outras testemunhas e que seria liberado em seguida.
Rezende era funcionário do IML há 12 anos, mas estava afastado de suas atividades desde novembro do ano passado. Ele teria pedido licença alegando que precisava cuidar de sua mãe.

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