Os médicos costumam errar entre 3,5% e 5,2% dos atendimentos que realizam em hospitais. O vice-presidente da Associção Médica do Paraná, César Alfredo Pusch Kubiak, afirma que o índice pode ser comprovado nos prontuários com a simples comparação entre o primeiro tratamento e o último, quando o paciente sai do hospital. São os chamados ‘‘erros involuntários’’, diz ele, causados pela complexidade da doença ou do atendimento. Um outro tipo de erro médico - o mau trato ao paciente - estará entre os principais assuntos discutidos, a partir de amanhã, no Congresso de Clínica Médica da Associação Médica do Paraná. O evento acontece na sede da associação, em Curitiba, e termina no sábado.
Somente em 1997, o Conselho Regional de Medicina (CRM) registrou 370 processos éticos por erros médicos. Todos, conforme Kubiak, teriam princípio em reclamações contra o mau tratamento recebido dos profissionais, o que teria gerado complicações ainda mais graves. Presidente da comissão que organiza o congresso, Kubiak afirma que a postura prepotente e professoral dos médicos prejudica o paciente, causando danos ainda maiores. ‘‘Uma postura equivocada pode gerar angústia e medo, o que prejudica o tratamento’’, afirma.
O tema é tão complexo que, segundo Kubiak, uma nova ciência médica, chamada de psiconeuroendocrinoimunobiologia, se propõe a estudar as razões de ordem emocional que influenciam a secreção de hormônios e outras substâncias químicas do corpo. Estas, definem o estado de humor dos pacientes, produzindo alegria ou tristeza, segurança ou insegurança.
O congresso discute ainda temas como a perícia e auditoria médica, obesidade, hipertensão, depressão, ansiedade, medicina preventiva.

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