Médico e enfermeira foram indiciados
Para o delegado Paulo Roberto Machado, o fato da maioria das pessoas que recorrem ao sistema público serem humildes impede um número maior de denúncias. Conforme Machado, as investigações também apontam que os pacientes podem ter recebido doses inadequadas de remédios. ''Em quase todos os casos percebemos pelo prontuário uma baixa dose de medicamentos e em contrapartida a piora do estado de saúde das pessoas'', disse o delegado.
A morte do caseiro Laércio Donizete Gonçalves, 42, é o primeiro inquérito que culminou no indicamento de um médico e de uma enfermeira do Nis 3. Laércio foi para o posto com insuficiência renal aguda em 3 e abril deste ano, mas no mesmo dia fugiu e seu corpo só foi localizado em uma mata quatro dias depois. O delegado conta que por causa do problema renal, Laércio estava em um estado de confusão mental e deveria ter sido sedado e amarrado na cama. ''Além disso, o paciente precisava ser encaminhado urgente para uma hemodiálise, mas nada foi feito'', disse Machado.
Assim que os inquéritos forem concluídos, cópias dos procedimentos serão encaminhados pela delegacia ao Conselho Federal de Medicina. A Secretaria Municipal de Saúde informou que não vai se pronunciar sobre os inquéritos e que episódios envolvendo negligência e falta de ética na profissão são de alçada do Conselho de Medicina.





