Médico é assassinado com três tiros
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2002
Sid Sauer<br>Equipe da Folha 
Francisco Peixoto era dono do único hospital de Boa Esperança. Polícia suspeita de crime passional
Boa Esperança - O médico Francisco Peixoto Sobrinho, 56 anos, foi encontrado morto ontem de manhã com três tiros numa estrada rural a cerca de cinco quilômetros de Boa Esperança (56 km a oeste de Campo Mourão). Ele levou um tiro nas costas, um na nuca e outra em uma das mãos. Peixoto morava há mais de 20 anos na cidade, onde era dono do único hospital da região.
O corpo foi encontrado por volta das 8 horas do lado de fora de uma Saveiro branca que pertencia ao médico. Sinais de sangue indicam que Peixoto levou um tiro e tentou voltar ao carro. O veículo foi encontrado com a porta aberta e com a chave na ignição. Nada foi roubado, nem o dinheiro que estava na carteiro do médico.
Segundo a polícia, Peixoto recebeu um telefonema anteontem por volta das 21h30, saiu de casa em seguida e não voltou mais. A mulher dele, Neide, e os dois filhos - um de 11 e outro de 9 anos - moram em Campo Mourão e não estavam com ele na quarta-feira à noite.
Latrocínio não foi e também não parece ser vingança porque ele era um uma pessoa que não fazia mal a ninguém, disse ontem o delegado Lindomar Alves Júnior. Uma das suspeitas da polícia é que tenha sido crime passional. Mas estamos apurando todas as possibilidades. Funcionários e amigos de Peixoto contaram que o médico era calmo e levava uma vida pacata.
O crime abalou Boa Esperança, que não registrava um homicídio há quase 10 anos. Peixoto era o mais antigo dos três médicos da cidade e era sócio do chamado Grupo 4A, que tinha vários negócios no município. Um dos sócios dele era o prefeito Cláudio Gotardo (PSDB), que ficou sabendo do crime em Curitiba e retornou ontem a Boa Esperança.


