O médico Jonas Blanco, que presta atendimento ao time do Londrina Esporte Clube (LEC), foi autuado por desacato à autoridade e teve que pagar fiança para ser liberado da 10ª Subdivisão Policial de Londrina (10ª SDP). O ortopedista estava chegando ao Estádio Vitorino Gonçalves Dias (VGD) para trabalhar quando foi surpreendido por blitz da Companhia de Trânsito na Rua Acre, que passa em frente ao estádio.
''Como estava muito próximo, eu fui tirando o cinto para entrar no estádio. Tentei argumentar com o policial, mas não fui feliz na argumentação. Acho que o policial não estava em um bom dia e acabou se alterando. Ele interpretou minha argumentação como desacato à autoridade, mas tudo poderia ter sido resolvido de maneira mais tranquila'', disse o médico.
Blanco foi levado à 10ª SDP na viatura da polícia militar, o que também considerou um exagero. ''Pedi para vir no meu carro, mas não deixaram. Na viatura, percebi que nenhum dos policiais usou cinto de segurança.'' O médico informou que atende frequentemente policiais militares e que inclusive foi presenteado com a carteirinha que o inclui no grupo dos ''Amigos do 5º Batalhão''
O soldado Massari, que fez a abordagem, afirmou que foi o médico que se exaltou durante a notificação. ''Ele disse que mudaria a forma de atendimento aos policiais e nos chamou de babacas, incompetentes e mentirosos.'' Quanto à forma de conduzir Blanco à delegacia, o soldado argumentou que a partir do momento que é dada voz de prisão, a polícia passa a ser responsável pela pessoa. Massari disse ainda que ''a polícia militar nunca se altera'' e procura tratar todos com educação.
O médico, que pagou uma fiança de R$ 50,00, pretende recorrer da multa. Ontem de manhã um dos advogados do LEC, Alvino Aparecido Filho, que também é presidente do Conselho de Trânsito de Londrina, declarou que ainda não havia sido informado do ocorrido e não sabia se o clube entraria com alguma medida jurídica a favor do ortopedista.

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