O diretor da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), Raimundo Hiroshi Kitanishi, disse ontem que vai abrir procedimento administrativo para apurar a fuga do traficante Gilberto Monteiro, durante uma consulta médica fora da penitenciária na tarde de anteontem. De acordo com Kitanishi, ele solicitou à coordenação do Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) que faça uma investigação ‘‘aprofundada’’ sobre o arrebatamento do preso. ‘‘Precisamos saber se houve facilitação’’, afirmou. A Polícia Militar também deve instaurar inquérito.
Segundo diretor, as consultas médicas fora da PEL são feitas apenas quando há necessidade da intervenção de um especialista. ‘‘Só vão para fora os casos que não puderam ser resolvidos pelo clínico-geral que atende a penitenciária’’, afirmou. Kitanishi disse que as consultas particulares com médicos só são feitas nos casos que a família pode arcar com as despesas. Caso contrário, o preso é encaminhado para o SUS ou Hospital Universitário.
Segundo Kitanishi, a família do preso não fica sabendo o dia nem a hora da consulta particular. ‘‘Nada impede, porém, que ela consiga através da própria clínica ou até no dia de visitas’’, afirmou. Questionado se preso é informado sobre o dia e horário da consulta, Kitanishi afirmou à reportagem que sim, para em seguida negar.
O clínico-geral da PEL, Abílio Manoel Honório da Silva, afirmou que cumpre com seu dever de médico encaminhar à especialistas casos que estiverem fora de sua alçada. ‘‘Era o caso do Gilberto Monteiro, que sofria com uma dermatose crônica que não sarou com todas as pomadas que eu tinha aqui’’, afirmou. De acordo com o médico, era a segunda consulta do preso com o dermatologista porque o remédio receitado na primeira vez não havia surtido resultado. ‘‘Não é uma coisa de vida ou morte, mas a dermatose deixava a mão do preso com uma aspecto desagradável e o fazia sentir-se mal’’, disse.
De acordo com o médico, a clínica da PEL é bem equipada e ele tem condições de realizar até pequenas cirurgias no local. ‘‘Mas tem coisas que não dá para fazer aqui e tem que ser encaminhado para fora’’, justificou. (T.E)

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