A Usina Termelétrica de Figueira é a única unidade da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel) que utiliza carvão mineral. Inaugurada em 1963, a unidade completou 40 anos de funcionamento no início do mês. Ela abriga duas caldeiras e dois turbo-geradores com capacidade para produzir até 10 MW cada. Atualmente a usina tem uma potência instalada de 20 MW e sua participação na geração total de energia do Paraná corresponde a 0,7%.
A repotenciação permitiria um aumento na geração de energia de 20 MW para 120 MW, o que provocaria um aumento no consumo de carvão mineral dos atuais 8 mil toneladas/mês para cerca de 25 mil toneladas/mês. Esse aumento é um dos motivos de preocupação da ONG Liga Ambiental, que alega um possível aumento na poluição e um consequente crescimento do número de doenças pulmonares.
Mas o médico Mário de Souza Martins Filho, que trabalha há 22 anos na região de Figueira, garante que nesse período não foram identificados casos de pessoas que contraíram doenças pulmonares em decorrência da poluição. Segundo ele, não existe um único aposentado por invalidez da usina ou da carbonífera, vítima de doenças respiratórias.
Ele explica que, em cidades com usinas de carvão, é comum surgir casos de pneumocomiose, doença que causa insuficiência respiratória e fibrose pulmonar por excesso de poeira no ar, mas isso, conforme o médico, não ocorre no município. Mário de Souza observa que foi realizado um estudo comparativo que comprovou que, em Figueira, as condições de vida são iguais ou superiores a outros municípios da região.

mockup