CAMPINA DA LAGOA - O médico Paulo Andreolli Gonçalves, sócio do Hospital Santa Maria, em Campina da Lagoa (100 km a sudoeste de Campo Mourão), está acusando o prefeito, o também médico Joaquim Antônio de Lima (PDT), de perseguição política. O motivo é um corte na distribuição de Autorização para Internação Hospitalar (AIH) para o hospital de Gonçalves desde que Lima tomou posse. Até o ano passado, o Santa Maria recebia pelo menos 60 AIHs por mês, índice que caiu para 27 em janeiro e 30 em fevereiro.
‘‘O prefeito não pode fazer uma coisa dessas’’, protesta Gonçalves. Ele acha que vem sendo perseguido porque foi adversário de Lima na última eleição. Segundo o médico, as AIHs sempre foram distribuídas em partes iguais aos dois hospitais da cidade. Gonçalves diz ainda que não pode manter o hospital sem os repasses ‘‘normais’’ e que já chegou a demitir um médico por falta de recursos.
Lima confirmou que diminuiu as cotas para o Hospital Santa Maria, mas negou que a atitute seja perseguição. ‘‘Há denúncias de fraudes contra o hospital e resolvemos esperar a averiguação desses fatos’’, explicou.
O prefeito disse que o outro hospital da cidade faz um atendimento melhor. Apesar de médico, Lima não tem ligação com os hospitais da cidade. No ano passado, ele era chefe da 11ª Regional de Saúde. Antes, trabalhou no hospital de Gonçalves.
Na campanha eleitoral, Gonçalves denunciou que estava sendo ‘‘perseguido’’ em Roncador, onde o irmão dele, Odilon Andreolli Gonçalves, também disputava a prefeitura. Os irmãos são sócios num hospital da cidade. A denúncia tinha o mesmo teor: corte das AIHs. A justificativa da prefeitura era irregularidades no hospital. O problema se resolveu com a vitória de Odilon.

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