Não importa a idade, atividade física deve ser estimulada. Mas, no caso de idosos, é indispensável um check-up geral antes de qualquer exercício. ''Esporte é recomendável sempre, não tem faixa etária limite, mas sem avaliação completa nem pensar'', diz o chefe de Geriatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), João Toniolo Neto.
Segundo ele, essa avaliação deve incluir não só exames cardiovasculares, como também clínicos e de ossos, articulações e músculos. Ainda é fundamental não esquecer do alongamento, praticar atividade aeróbica associada e ter bom senso.
''Se você coloca alguém com artrose para fazer step, em vez de trazer benefícios traz complicações'', exemplifica Toniolo. ''Já se o indivíduo tiver alteração cardíaca importante não é que não pode, não consegue.''
O diretor do Serviço de Geriatria da Universidade de São Paulo (USP), Wilson Jacob Filho, explica que a musculação ou os exercícios resistidos é reconhecidamente um caminho que tanto preserva quanto devolve autonomia ao idoso para, por exemplo, subir escadas e levantar da cadeira. Nesse aspecto, é superior às caminhadas, que dão capacidade aeróbica e metabólica, mas não fazem ganhar massa muscular. Já as contra-indicações, diz ele, são ter doença aguda e fazer exercícios sem a devida orientação.

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