O cirurgião pediátrico José Carlos Fernandes, 56 anos, está desaparecido desde sexta-feira, quando saiu de casa, em Maringá, por volta das 20h45, no carro Golf 95 vinho placas AFK-7912. Ele disse a sua mulher Grazia que iria ao Hospital Santa Rita visitar uma criança doente. Saiu levando documentos do carro, carteira de motorista e o cartão do Banco Brasil. Às 20h51, sua conta bancária registra uma retirada num caixa eletrônico no valor de R$ 500,00. Segundo um vizinho, que estava na garagem, o médico teria voltado por volta das 21 horas, entrou na garagem mas, pelo pouco tempo que demorou para sair, não deve nem ter subido até o apartamento.
O médico psiquiatra Marcelo Fernandes, filho do médico desaparecido, está pedindo a quem tiver visto seu pai nos últimos dias que entre em contato com a Polícia. Ele diz que a sexta-feira foi um dia normal na família, e que era rotina do pediatra sair para visitar pacientes. Só que nesta noite Fernandes nem chegou a ir até o Hospital. Segundo seu filho, ele estava bem de saúde, só tinha a pressão ‘‘um pouco alta’’, mas controlava com medicamentos. O psiquiatra afirma que seu pai não tinha inimigos e que nunca teve queixa de seus pacientes ou problemas com dívidas.
A família de José Carlos Fernandes está distribuindo cartazes com fotos que hoje começam a ser espalhados pelo Estado e também pela Internet. Eles pedem para quem tenha vistou o médico nos últimos dias que entre em contato com a Polícia. Fernandes tinha cerca de 1,70m, 70 quilos, e cabelos grisalhos.
A Polícia ainda está com dificuldade de checar algumas informações para facilitar as investigações, que estão a cargo do delegado Paulo Roberto Machado. Segundo o superintendente da Polícia Civil de Maringá, Renato Romero, a principal pista é sua conta bancária. ‘‘Só que para fazer uma melhor verificação teremos de esperar até o final do Carnaval, quando os bancos voltam a abrir.’’ Romero diz que é pouco provável que se trate de sequestro, porque se fosse já teriam feito um contato com a família para pedir resgate. A Polícia acredita mais na hipótese de sequestro apenas para roubo do carro.
Representantes da Sociedade Médica de Maringá (da qual o médico é ex-presidente), do Conselho Regional de Medicina, do Sindicato dos Hospitais de Maringá e da Unimed estiveram reunidos ontem para estudar maneiras de estas entidades ajudarem nas investigações. A Unimed deixou um telefone 24 horas à disposição de possíveis pistas sobre o médico. É o (044) 222-7050.
Em julho do ano passado, outro médico de Maringá, Francisco de Assis Coimbra Junior, 40 anos, disse que ia visitar pacientes no Hospital Santa Rita e desapareceu. Seu corpo foi encontrado 50 dias depois em Sertanópolis, região de Londrina e, segundo a polícia, até hoje este caso ainda não foi resolvido.
Por acaso - Por suspeitarem do motorista de um Monza que estava circulando nas imediações de Paraíso do Norte, na região de Paranavaí, na madrugada de domingo, policiais militares que estavam fazendo operação de carnaval na estrada PR-466 acabaram resolvendo um caso de assalto e sequestro. Os policiais desconfiaram de Joaquim Geraldo de Andrade, 39 anos, que dirigia o Monza placas AFY-1750 de Araruna porque dentro do carro havia um monte de utensílios domésticos, além de armas e munições.
Quando descobriram que se tratava de um assalto, os policiais fizeram Andrade levá-los até o local, a fazenda Cachoeira, de propriedade de Mario Andreoni, em Cidade Gaúcha, a 75 quilômetros de Paranavaí. Quando chegaram, descobriram dois outros homens que mantinham como reféns três empregados da fazenda e duas crianças.
Foram encontradas muitas armas e munições como revólver calibre 38, uma metralhadora, um shot gun e um fuzil de origem alemã, além de muitos utensílios que seriam, segundo os assaltantes, levados para Maringá.
Segundo os policiais, Joaquim Andrade tentou fugir e começou um tiroteio no qual foi morto. O outro assaltante assaltante, Marcos Aparecido Silva, 28 anos, foi preso e depois removido para a delegacia de Paranavaí. E o terceiro, chamado Luis de Tal, fugiu. Até a noite de domingo os oito policiais do grupo de Operações Especiais da Polícia Militar ainda estavam na sua captura.

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