Médico defende triagem de pacientes
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quarta-feira, 30 de julho de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
A discussão sobre a falta de leitos nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs), espalhadas pelo Estado, poderia nem ocorrer se houvesse um trabalho mais eficaz de triagem dos pacientes. Essa é a opinião do presidente da Sociedade Paranaense de Medicina de Urgência, Manoel Fernandes Canesin, que defende a criação de uma Central de Triagem, como forma de reduzir a quantidade de pacientes que necessitam de uma UTI. A Central já existe em municípios como Ribeirão Preto e Sorocaba, no estado de São Paulo.
Segundo Canesin, a Central de Triagem também seria importante para evitar que os pacientes cheguem praticamente sem vida à UTI. Para o médico, alguns profissionais da área de saúde não estão devidamente capacitados para identificar o grau de progressão da doença e deixam o paciente internado em um leito de pronto-socorro, quando o correto seria encaminhá-lo à UTI. Ele também se posiciona favorável à criação de Unidades de Cuidados Intermediário (UCIs).
Para melhorar o desempenho dos profissionais e até de leigos no reconhecimento de situações de emergência, Canesin defende a participação em treinamentos, como os ministrados no Laboratório de Habilidades da Universidade Estadual de Londrina (UEL), instalado dentro do Hospital Universitário (HU). No laboratório, criado em 1998, alunos do curso de medicina aprendem na prática a enfrentar uma situação em que o paciente precisa de atendimento urgente.
Na semana passada, cinco pessoas morreram em Londrina à espera de uma vaga em uma unidade de emergência. O Ministério da Saúde liberou a implantação de 122 leitos de UTI no Paraná, ainda sem previsão de início de funcionamento.
Apesar dos problemas, o médico frisou que Londrina está uma passo à frente que outros municípios. A cidade é a primeira da América Latina a contar com uma lei de suporte básico de vida. Segundo ele, locais com concentração superior a mil pessoas são obrigadas a manter pessoas treinadas em emergência e contar com o desfibrilador, equipamento utilizado para reanimar pacientes, com parada cardíaca, por exemplo. O cumprimento à lei começa a ser cobrado no final deste ano.


