O juiz da 10ª Vara Cível, Mário Azzolini, nomeou um médico para examinar o agropecuarista e pioneiro Olavo Godoy, 84 anos. A medida foi tomada diante da certidão emitida por um oficial de Justiça, na qual consta que o pioneiro estava impossibilitado de receber a citação para comparecer a uma audiência no Fórum.
Olavo Godoy deveria comparecer nesta semana à 10ª Vara Cível, onde corre ação de interdição do pioneiro. Proposta pelo Ministério Público, a ação surgiu com base em denúncias de ex-empregados da Fazenda Santa Helena (zona sul), onde o pioneiro mora. A propriedade, atualmente, é administrada por Josyê Godoy. Casada com Álvaro Lázaro Godoy Filho (sobrinho do pioneiro), Josyê é acusada pelos ex-empregados de maus-tratos contra Olavo Godoy.
Ao contrário do que a Folha publicou ontem, não consta no processo que as denúncias dão conta de que Olavo Godoy estaria dopado e coagido a assinar documentos em branco. Segundo relatos de alguns ex-empregados, medicamentos dados a Olavo Godoy deixavam-no extremanente sonolento.
Um oficial de Justiça foi à fazenda entregar ao pioneiro a citação da audiência. Segundo o promotor Antônio Winkert, a citação não foi entregue porque o pioneiro estava impossibilitado de recebê-la, conforme consta na certidão assinada pelo oficial. O promotor explica que, com base nesta certidão, o juiz nomeou um médico, que deverá entregar o laudo na próxima semana.
Além disso, o juiz da 10ª Vara Cível designou nova audiência com Olavo Godoy para o próximo dia 20, às 9h30. O pioneiro deverá responder a uma série de perguntas elaboradas pelo juiz e pelo Ministério Público.

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