Vindo de Sorocaba (SP) para estudar Medicina na Universidade Estadual de Londrina (UEL), Élcio Oliveira Filho, num determinado momento, teve uma espécie de 'indagação interior'. ''Já estava estudando há um ano e percebi que precisava de mais alguma coisa; só 'aquilo' não era suficiente'', admite. Ele, que nunca havia tido nenhum contato com música, escolheu o violino para sua empreitada. ''Quando vi que os estudos começaram a render, cada vez mais eu me aplicava.'' E assim o aplicado e curioso aluno transformava o passatempo em coisa séria.
Ainda dividindo o tempo com o a faculdade de Medicina, se engajava em bandas da cidade e fazia shows pelo circuito universitário. ''Comecei a receber dinheiro pelas apresentações e já mantinha pelo menos meus gastos pessoais'', conta. Foram viagens, experiências durante alguns anos até que, terminada a faculdade, em 2002, se viu diante da grande decisão: qual rumo tomar? ''Decidi dar uma chance para a música e não fazer residência; continei atuando nas duas áreas.''
Para isso, Oliveira trabalhava em Postos de Saúde em outras cidades do Paraná e voltava nos fins de semana para tocar. ''A música sempre foi algo tão sério quanto a medicina. Dificilmente conseguiria escolher entre as duas áreas, para mim elas se completam; aprendi a lidar com o dualismo da situação. Digo que sou médico das 8 às 18 horas e depois desse horário, sou músico'', brinca. Atualmente, ele faz shows com seu grupo musical, a Banda Celta e trabalha em Londrina, no Posto de Saúde do Jardim Bandeirantes (Zona Oeste). (M.T.)

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