Paulo WolfgangA Food and Drug Administration (FDA), dos Estados Unidos, proibiu, em 1992, os implantes de silicone para fins estéticos, alegando que o produto era prejudicial à saúde. Mas o cirurgião plástico Evaldo Ogata (foto), de Londrina, afirma que a FDA não conseguiu comprovar que a prótese causa doenças auto-imunes e nem provoca câncer.
‘‘Sociedades de Cirurgia Plástica do Brasil e da Europa liberam o uso da prótese de silicone’’, ressalta o médico. ‘‘No Brasil, a prótese de silicone é usada com tranquilidade’’, acrescenta.
Ogata observa que o silicone é utilizado como prótese mamária, mas também em outras partes do corpo, como glúteo e panturrilha. ‘‘O silicone é usado em várias partes do corpo, sem nenhum problema. Por que iria causar somente câncer de mama? Isso não faz sentido’’, ressalta.
Segundo o médico, a partir da proibição, os fabricantes começaram a melhorar a prótese de silicone. Ele explica que antigamente eram usadas próteses de superfície lisa. Hoje existe a prótese de superfície texturizada e revestimento com poliuretano. Além de oferecer mais segurança, ele observa que este novo tipo reduz a chamada contratura capsular - fica uma cápsula ao redor da prótese, o que resulta em um formato antiestético do seio.
No Brasil, afirma Ogata, a prótese de silicone é ainda a mais utilizada. ‘‘A grande vantagem do silicone é que dá um resultado estético muito bom, mesmo apalpando não percebemos’’, afirma.
Outra alternativa que está sendo usada no País é a prótese de solução salina, mas que apresenta alguns desvantagens em comparação ao silicone, de acordo com o médico. ‘‘Algumas pacientes se queixam que a prótese é ‘barulhenta’, já que a solução salina é líquida. O silicone é um gel, por isso não tem este problema’’, observa. Outra desvantagem da solução salina seria quanto à durabilidade. ‘‘Ela vai ressecando a parede do revestimento da prótese’’, explica.

mockup